Natan Rufino | Áudio

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Amando como Jesus amou | Natan Rufino

March 06, 2019

De todos os fundamentos importantes do Cristianismo, há pelo menos três que merecem ser citados pelo nome: Fé, Esperança e Amor. Dos três, o amor, sem dúvida, é o maior deles. Pela fé podemos mudar as circunstâncias ao nosso redor; a esperança muda o semblante e a vida daquele que a possui; mas, somente o amor é capaz de ir além e mudar a vida de outras pessoas com as quais temos contato.

Paulo diria que a ninguém podemos dever coisa alguma, mas, por outro lado, já entramos no reino de Deus com uma dívida generalizada: a de nos amarmos uns aos outros (Romanos 13.8). Não podemos dever coisa alguma, a não ser o amor. O amor é uma dívida, uma obrigação cristã.

"Amar ao próximo como a si mesmo" não é exatamente o que poderíamos chamar de "Novo Mandamento", pois esta ordenança pode ser encontrada em Levítico 19.18, terceiro livro de nossas Bíblias. Como Jesus ou os cristãos do primeiro século poderiam chamá-lo de "novo" sendo tão antigo? O Novo Mandamento relacionado ao amor deve ter sido outro diferente daquele, pois como o sublime mandamento cristão poderia ser o mesmo mandamento antigo e ainda assim ser chamado de novo? De fato, o novo mandamento é o mandamento que Jesus deixou e não aquele antigo mandamento deixado por Moisés. Jesus disse: O MEU MANDAMENTO é este: que vos ameis uns aos outros, assim COMO EU vos amei (João 15.12). O mandamento de Jesus, não o de Moisés, é o mandamento novo! De fato, está escrito: "NOVO MANDAMENTO vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim COMO EU vos amei, que também vos ameis uns aos outros (João 13.34). O novo mandamento não é "amar o próximo como nos amamos" e sim: "amar o outro (não apenas o próximo) como Jesus nos amou".
1 João 5.1
Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido.
O texto acima diz que "todo aquele que ama a Deus, que o gerou, também amará os outros a quem Deus tenha gerado". Em outras palavras, se amo a Deus por ter sido gracioso comigo, vou amar os outros que estão vivendo a mesma experiência que eu. Até porque, poderíamos dizer que quem é amado terá amor para dar, quem é perdoado, provavelmente também perdoará.

Sei que alguns cristãos são bem preconceituosos quanto a isso e não aceitam que precisem de mais amor para se comportarem como Jesus determinou. Há quem pense que "todo amor de Deus já foi derramado em seu coração e que por isso ele só precisa praticar essa verdade". No entanto, vários textos do Novo Testamento ensinam que o amor na vida de alguém pode oscilar para mais ou para menos. O amor pode aumentar ou diminuir, ser fortalecido ou enfraquecer. Paulo mesmo disse que "orava para que o amor dos filipenses aumentasse mais" (Filipenses 1.9). Engraçado é que se você disser isso hoje em dia em alguns círculos cristãos, alguns irão te criticar e dizer que você é uma pessoa "que não tem fé". Contudo, Paulo não disse apenas que nosso amor deve aumentar, mas disse também que nós devemos ORAR PARA QUE ELE AUMENTE.

Além de todas essas profundas verdades cristãs, com base nas quais nos sentimos motivados a amar mais e melhor; é bom que se diga que o amor ainda traz recompensas àqueles que o praticam. Jesus disse em Mateus 5.46: "Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo?". Que recompensa terei se eu amo quem me ama? A resposta é "recompensa nenhuma". Mas, por outro lado, quando amamos os inimigos, os perseguidores, aqueles que nos maltratam e falam contra nós, receberemos um galardão por esta atividade tão cristã, ainda que indesejada por muitos. No grande texto do amor de 1 Coríntios 13, no versículo três, Paulo falou que "ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará". Paulo está falando do mesmo princípio abordado por Jesus no texto de Mateus 5: "o amor traz proveito para quem o pratica,